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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Ninguém disse que era fácil

Ontem desfiz-me em lágrimas ao telefone com os meus pais. 

Tenho andado ansiosa, stressada e cansada. Esta semana só tive uma folga e tive universidade e ainda tivemos aqueles problemas todos com a casa (já temos água quente, o que já não é mau).

Os pais da C. estão cá para passar os anos com a filha. E já se fala de Natal. E eu ontem não aguentei mais e sucumbi às lágrimas. Porque também queria os meus pais e irmã aqui, porque também quero ir a casa no Natal, porque... não está a ser nada fácil.

Eu gosto de cá estar. Acreditem. Gosto da nossa casa nova, adoro o facto de viver com amigos em quem confio e que passaram a ser a minha família, gosto de poder apanhar o metro e ir ao centro de Londres.

Mas depois há toda a parte logística para a qual nenhum ser humano está preparado até que saí debaixo das saias da mãe: contas para pagar, comida para comprar, o trabalho que só dá dores de cabeça, problemas com a casa, etc.

E as saudades... eu não morro de saudades da minha família. Mas acreditem que tenho momentos em certos dias em que, quando penso neles, me dá um aperto enorme no peito. Porque a verdade é que não há quem substitua a nossa mãe ou o nosso pai. Por muito que nós aqui nos apoiemos uns aos outros, por muitas lágrimas que choremos juntos e que limpamos uns aos outros, por muitas palavras de força e incentivo que vamos dando quando as coisas correm menos bem... Mãe é mãe e Pai é pai.

Ninguém disse que era fácil, ser-se adulto aos 19 anos, vir para outro país, longe da família, trabalhar que nem uma escrava e mesmo assim não ter dinheiro para comprar um par de meias... em palavras simples e pouco bonitas: é fudido.

Mas foi isto que eu escolhi. É isto que eu quero. E melhores dias virão.

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