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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

Eu sou a vela, o candelabro e o esqueiro

Ser solteira no meio de casais não é fácil. 

Já estou solteira vai fazer dois anos e nunca foi coisa que me afectasse muito. Sou uma pessoa muito complexa, que poucos conseguem suportar, entender e respeitar. Conheço-me bem, sei quem sou, o que quero na vida e sou de ideias fixas, o que por vezes assusta um pouco as pessoas. E admito que sou um pouco fria com as pessoas ao início, quando ainda não as conheço. Foi assim que consegui (e que consigo) manter-me solteira até hoje. E nunca me fez espécie. Gostava de estar sozinha. Gostava de ser independente, de estar na minha, de não ter de partilhar a minha vida com ninguém. Mas ultimamente tenho mudado um pouco.

Viver com dois casais e sair com esses dois casais para o todo lado, fazer tudo com eles, sempre, sendo aquela que naturalmente se destaca na multidão como a bem dita da vela, começou a fazer-me espécie. E começou a deixar-me não triste mas, um pouco em baixo. Comecei a sentir aquela necessidade de ter alguém com quem partilhar a minha vida. O meu dia-a-dia. Alguém a quem possa chamar de amigo, alguém a quem possa ligar quando preciso de falar ou desabafar, alguém com quem possa ir passear nos meus dias de folga. Alguém a quem abraçar e trocar carinhos, alguém que me diga que gosta de mim pela mulher que sou. Comecei a sentir aquela necessidade de voltar a ter alguém do meu lado com quem partilhar um bocado de mim.

Ser a emplastra para todo o sítio onde vou não é fácil. Às vezes estamos todos a comer em algum sítio e a conta chega, é dividida pelos cinco e eu sou a única que não tem ninguém com quem dividir a minha parte da conta. Sou a única que, depois de já passar da 1h da manhã e de já termos visto o Love on Top (não julguem que isso é como se fosse um pedaço de casa em Londres para nós) volto para o meu quarto sozinha.

Ser a única solteira no meio de amigos casais é complicado e, naturalmente que com o tempo, começa a criar cada vez mais espécie na minha pessoa. Porque apesar de me dizer muito forte e independente, a verdade é que, no fundo, eu só quero o que toda a gente quer neste mundo: Amor.

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