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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Chegará o dia

A vida por aqui tem sido uma correria. Trabalhar 35 horas todas as semanas, escrever essays e fazer trabalhos de grupo para cada módulo que tenho, tentar não tropeçar no monte de roupa suja que tenho por lavar antes de fazer a mala para Portugal...

Não sei, sinceramente, como é que alguém leva este estilo de vida. Como é que alguém aguenta este ritmo de vida que não dá tempo para nada. Não há tempo para fazer refeições decentes, não há tempo para ter noites de sono decentes, não há tempo para ter um bocadinho de vida social ou para ter um dia em que me sinta aborrecida de não ter nada para fazer.

Os últimos dias aqui por terras de sua majestade têm sido dias solarengos, acreditem ou não. E a parte triste é que eu não os tenho conseguido aproveitar. Passo os meus dias ora enfiada naquele centro comercial, ora enfiada na uni nas aulas ou na biblioteca, ora em casa.

Este domingo que passou, fui trabalhar às sete da manhã e quando cheguei à universidade para fazer um trabalho, já eram duas da tarde, sentei-me um bocadinho à porta da biblioteca. Sentei-me naquele banco velho e meio podre, à espera da minha colega, e sentia o peso do mundo nos meus ombros. Com a correria toda, nem tinha tido tempo para sentir isso. O peso que carrego nos ombros. Sentada no banco, a receber um bocadinho de vitamina D, quase que deixei esse peso deitar-me completamente abaixo.

Com o sol a aquecer-me as pernas e a queimar-me a cara, o vento ainda frio a secar-me os lábios, quis desistir de tudo, apanhar um autocarro fosse para onde fosse e perder-me neste mundo. Quis levantar-me, dizer à minha colega que não ia fazer o trabalho, e ir embora. Para onde, não sabia. Não queria saber. Para qualquer sítio, qualquer lugar onde eu me pudesse sentar por cinco minutos e onde não sentisse o peso do mundo nos meus ombros.

Ás vezes é demasiado difícil. E por vezes, questiono-me se vai chegar o dia em que eu vou olhar para trás e dizer:

"Valeu a pena."

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